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Flamengo decreta derrota de Lula, Alcolumbre e Motta após times serem atacados em palanque; vídeo

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Flamengo decreta derrota de Lula, Alcolumbre e Motta após times serem atacados em palanque; vídeo

Brasil — O maior erro de cálculo político do governo federal nos últimos tempos parece ter um formato muito bem definido: o escudo de um clube de futebol. O que começou como uma cruzada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra as plataformas de apostas esportivas, as “bets”, transformou-se em um desastre de articulação que agora ameaça tragar não apenas o Palácio do Planalto, mas também seus principais aliados no Congresso Nacional, os parlamentares Davi Alcolumbre e Hugo Motta.

⚠️ VIRAM ISSO? 😳
Candidato a reeleição, Lula menciona Flamengo e diz que o clube arrume outro jeito de ganhar dinheiro sem a Bet!
Confira: pic.twitter.com/FSva6cp3tB
— UrubuTT (@UrubuTT_) September 25, 2026

Ao utilizar o palanque eleitoral para atacar frontalmente os maiores times do país, acusando-os de “viverem à custa de pobre” e mandando agremiações como o Flamengo “ganharem dinheiro honestamente”, Lula cruzou uma linha vermelha na política brasileira: a de comprar briga com a paixão nacional às vésperas de uma eleição.
A resposta veio a cavalo e em tom de ultimato. O Flamengo, dono da maior torcida do Brasil e de uma influência gigantesca nos bastidores de Brasília, liderou um movimento de insatisfação que extrapolou as notas de repúdio. Nos corredores do poder, a diretoria rubro-negra e representantes de clubes como Corinthians, Palmeiras e São Paulo articularam uma demonstração de força que, na prática, decreta a derrota política da medida governamental. O recado foi claro: quem apoiar o estrangulamento financeiro dos clubes, sentirá o peso das arquibancadas nas urnas.
Foi nesse fogo cruzado que Davi Alcolumbre e Hugo Motta, peças-chave no xadrez legislativo do Planalto, viram suas situações se deteriorarem. Como figuras centrais na articulação de pautas de interesse do governo e na busca por hegemonia nas Casas Legislativas, ambos foram atropelados pela “bancada da bola” e pelo pânico generalizado que se instalou entre deputados e senadores. Nenhum parlamentar quer associar sua imagem a um projeto que tira milhões dos cofres do seu time do coração e revolta sua base eleitoral a poucos dias da votação.
O Flamengo, ao bater de frente com o presidente da República, serviu como um escudo para que deputados e senadores do Centrão e até da base aliada desembarcassem do discurso do Planalto. A pressão institucional rubro-negra esvaziou o capital político de Motta na Câmara e de Alcolumbre no Senado no que diz respeito a esse tema, forçando um recuo humilhante ou uma iminente derrota no plenário.
Lula subiu no palanque acreditando que a narrativa de “proteger os mais pobres” seria suficiente para demonizar as receitas das bets e os clubes que delas dependem. No entanto, ignorou que, no Brasil, o futebol não é apenas entretenimento; é um pilar social, cultural e econômico inegociável. Ao escolher o Flamengo como inimigo público número um, o presidente não apenas mobilizou milhões de eleitores contra si, mas implodiu a ponte de seus próprios aliados no Congresso, provando que, na política como no futebol, um ataque mal ensaiado costuma resultar em um contra-ataque letal.