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Amazonas

homem se revolta após mãe ficar horas esperando atendimento no SPA Joventina Dias

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homem se revolta após mãe ficar horas esperando atendimento no SPA Joventina Dias


Manaus – A espera agonizante por atendimento médico voltou a ser o centro de uma denúncia na capital amazonense, expondo mais uma vez a fragilidade do sistema público de saúde do estado. Um vídeo gravado por um cidadão indignado no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias, localizado no bairro da Compensa, registrou o momento em que pacientes foram deixados sem assistência sob a justificativa de “troca de plantão” e “falta de sistema”.
Nas imagens, o filho de uma paciente relata que sua mãe aguardava atendimento desde as 15h. Ao percorrer os corredores e a recepção da unidade, ele filma portas de salas de medicação fechadas e a ausência de profissionais para dar continuidade aos atendimentos básicos.
A revolta do homem escancara um problema estrutural e logístico que castiga os amazonenses: a transição de horários. Como o próprio autor do vídeo questiona com total razão, a troca de turno dos funcionários não deveria resultar na paralisação completa de uma unidade de urgência. Em seu desabafo, o acompanhante cobra: “A gente pra trocar de plantão… tá certo, troca de plantão.

Mas cadê o outro amigo pra trocar aqui o plantão? Independente do sistema, é pra funcionar”, exigindo o mínimo de organização da gestão do SPA. Além da falta de médicos no momento do registro, a situação evidenciou a falta de preparo no trato com a população. A equipe de segurança privada da unidade tentou intimidar o rapaz, ordenando que ele desligasse a câmera do celular.
Em vez de oferecerem uma previsão de atendimento aos presentes, os seguranças minimizaram a gravidade da situação, classificando a cobrança como “palhaçada” e argumentando de forma falha que “até quem tem plano de saúde” passa por esperas semelhantes. O cidadão, no entanto, manteve-se firme em seu direito de registrar o descaso. O episódio no SPA Joventina Dias não é um caso isolado, mas sim um sintoma crônico da precariedade que atinge a rede de saúde do Amazonas.
A falta de cobertura de profissionais durante escalas, a infraestrutura sobrecarregada e as constantes quedas nos sistemas de triagem são obstáculos diários para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS) na região. O vídeo se encerra com uma reflexão dura e irrefutável do homem que lutava pelo atendimento de sua mãe: o direito à saúde não é um favor, mas um serviço severamente custeado pela população, afirmando que aquele era o imposto dele, da mãe e das demais pessoas ali presentes, e lamentando que não havia saúde naquele momento. Para os pacientes que aguardavam naquelas cadeiras, a resposta do Estado se resumiu a portas fechadas e ao completo silêncio.