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Nota pública da ANJD reforça o papel social do jornalismo na prevenção e conscientização sobre a doença

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Nós, que atuamos diariamente na comunicação — jornalistas, radialistas, proprietários de emissoras, portais e blogs — temos uma responsabilidade social que vai muito além da audiência, do clique ou do engajamento.

É preciso falar sobre câncer.

A doença avança de forma silenciosa, mata milhões de pessoas todos os anos e, em grande parte dos casos, poderia ser prevenida, detectada precocemente ou controlada com informação de qualidade. Ainda assim, o tema segue ausente ou tratado de forma superficial em muitos espaços de comunicação.

Enquanto a sociedade é bombardeada por distrações, desinformação e conteúdos irrelevantes, milhares de brasileiros deixam de realizar exames preventivos, cuidar da alimentação, praticar atividade física, buscar acompanhamento médico e compreender as reais causas e fatores de risco do câncer.

Diante desse cenário, é dever da comunicação responsável alertar a população sobre as principais causas da doença, a importância da prevenção, o papel da alimentação saudável, a necessidade da prática regular de exercícios físicos, a realização de exames periódicos e o impacto do estresse, do ódio, do rancor e do desequilíbrio emocional na saúde.

A informação salva vidas.

O silêncio, a omissão e o descaso custam vidas.

Não se trata de alarmismo, mas de consciência, responsabilidade e compromisso com a vida. Cada veículo de comunicação, cada comunicador e cada profissional da imprensa pode e deve fazer a sua parte.

O câncer não espera.

Falar sobre saúde pública é um ato de humanidade.

Marcelo Generoso

Presidente da ANJD – Associação Nacional de Jornalismo Digital