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		<title>Caminhoneiros ameaçam entrar em greve contra aumento do diesel nesta quarta-feira (18)</title>
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					<description><![CDATA[Brasil – Caminhoneiros de todo o país podem iniciar uma greve nacional nos próximos dias. A decisão será discutida em reunião marcada para as 15h desta quarta-feira (18), em Santos (SP), diante da insatisfação da categoria com o aumento do preço do diesel e das despesas para manter os caminhões rodando. A mobilização ganhou força [&#8230;]]]></description>
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                    Brasil – Caminhoneiros de todo o país podem iniciar uma greve nacional nos próximos dias. A decisão será discutida em reunião marcada para as 15h desta quarta-feira (18), em Santos (SP), diante da insatisfação da categoria com o aumento do preço do diesel e das despesas para manter os caminhões rodando.<br />
A mobilização ganhou força após uma assembleia realizada na segunda-feira (16), que reuniu representantes da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), além de cooperativas e outras entidades do setor. Durante o encontro, a maioria dos participantes se posicionou a favor da paralisação.<br />
Segundo lideranças do movimento, o principal motivo da insatisfação é a alta acelerada no preço do diesel nas últimas semanas. Dados do setor indicam que o combustível acumulou aumento próximo de 19% desde o fim de fevereiro, pressionado pela valorização do petróleo no mercado internacional, agravada pelas tensões no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do transporte mundial de petróleo bruto.<br />
Presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirma que a situação tem se tornado insustentável para muitos profissionais do transporte rodoviário. De acordo com ele, o aumento dos custos não tem sido acompanhado pelo reajuste no valor do frete, o que reduz diretamente a renda dos caminhoneiros.<br />
A categoria também critica as medidas anunciadas pelo governo federal para tentar conter o impacto da alta do diesel. No início de março, o governo zerou as alíquotas de PIS/Cofins e anunciou uma subvenção para reduzir o preço do combustível. No entanto, no dia seguinte ao anúncio, houve reajuste de 38 centavos por litro nas refinarias, o que, segundo os motoristas, anulou qualquer efeito prático da medida.<br />
Outro ponto de reclamação é o descumprimento da lei que estabelece o piso mínimo do frete, criada após a greve nacional de caminhoneiros em 2018. De acordo com representantes do setor, a falta de fiscalização permite que empresas paguem valores abaixo do mínimo, pressionando ainda mais a renda dos motoristas.<br />
Entre as reivindicações da categoria estão o cumprimento efetivo da tabela de frete, maior fiscalização das contratações, isenção de pedágio para caminhões vazios e medidas estruturais para conter a alta do diesel.<br />
A mobilização já conta com apoio em diferentes regiões do país, incluindo polos logísticos importantes como os portos de Santos (SP) e Itajaí (SC). Estimativas do setor apontam que o Brasil possui cerca de 790 mil caminhoneiros autônomos e aproximadamente 750 mil motoristas contratados por empresas de transporte.<br />
Diante do avanço da articulação, o governo federal iniciou novas rodadas de negociação com representantes da categoria. A orientação inicial das lideranças é que, caso a greve seja confirmada, os caminhoneiros deixem de rodar ou permaneçam parados em pontos de apoio, como postos de combustível, evitando inicialmente o bloqueio de rodovias. Ainda assim, a possibilidade de interdições não está descartada caso as negociações não avancem.</p>
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