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		<title>Estudantes da UFAM fazem protesto para denunciar professor assediador e casos de estupro no Campus</title>
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                    Manaus – Cansados do silêncio institucional e da insegurança, estudantes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) realizaram uma forte manifestação no campus nesta quarta-feira (20) para denunciar casos recorrentes de assédio sexual e moral cometidos por professores, além de um grave caso de estupro envolvendo alunos da instituição. O ato, mobilizado por diversos centros acadêmicos, ecoou a revolta da comunidade estudantil com o lema: “Não é professor, é assediador”.<br />
A manifestação ganhou força especialmente entre os discentes da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF). Segundo os alunos, o movimento, batizado de “Professor que educa não assedia”, nasceu da indignação de quem precisa conviver diariamente com abusadores. Estudantes relataram que o uso de roupas adequadas para a prática esportiva, exigência do próprio curso, tem sido usado como pretexto para assédios. “Os professores se sentem na liberdade de encostar na gente, de dar em cima da gente. Temos B.O. [Boletim de Ocorrência] de certos professores aqui e estamos cansados disso”, desabafou uma das manifestantes.</p>
<p>Caso de estupro fora do campus<br />
Além das denúncias contra o corpo docente, o protesto também cobrou justiça para um caso de violência sexual ocorrido dentro da universidade. Uma estudante de 21 anos, do curso de Ciências Agrárias, denunciou ter sido vítima de estupro por outro aluno de 30 anos, matriculado no curso de Física.<br />
A reportagem apurou junto à reitoria da UFAM que a instituição tomou conhecimento do crime apenas na véspera do protesto. Como medida imediata, o aluno suspeito de cometer o estupro já foi afastado preventivamente de suas atividades acadêmicas, enquanto as providências cabíveis estão sendo tomadas.<br />
Mobilização estudantil e busca por Justiça<br />
O ato reuniu representantes de diversos cursos. Lideranças do Centro Acadêmico de Administração e do Movimento “UFAM que Acredita” destacaram a necessidade de união de todos os diretórios para que a violência não seja normalizada. “Nós não queremos passar nos corredores, não queremos entrar nas salas de aula com um professor que você sabe que já assediou outras colegas”, afirmou a estudante Manuela, uma das vozes do protesto.<br />
A cobrança ultrapassou os muros da universidade. O Centro Acadêmico de Direito confirmou que não aceitará a impunidade e já acionou o Ministério Público e a Corregedoria da UFAM para investigar as denúncias de assédio e garantir que os responsáveis sejam punidos.<br />
Durante o ato, os estudantes também recolheram assinaturas para um abaixo-assinado, documento que será formalizado e entregue às autoridades competentes. O objetivo é pressionar a universidade a garantir um ambiente seguro e acolhedor para mulheres, negros e a comunidade LGBT+. “Nossa voz vai ser ouvida sim. A partir de hoje, nós não nos calaremos”, finalizaram os líderes do movimento.</p>
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