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	<title>Portal Babados do Amazonas - Colônia de férias</title>
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		<title>Sargento acusado de contratar PM para matar músico tinha livre acesso ao presídio &#8220;Colônia de Férias&#8221; em Manaus</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2026 14:45:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manaus – O caso do sargento da Polícia Militar Saimon Macambira Jezini sintetiza uma das contradições mais alarmantes da segurança pública recente no Amazonas. Ao mesmo tempo em que a Justiça o envia a júri popular, acusado de planejar um atentado cruel motivado por ciúmes contra o músico Eduardo Oliveira, o “Dubarranco“, e sua filha [&#8230;]]]></description>
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                    Manaus – O caso do sargento da Polícia Militar Saimon Macambira Jezini sintetiza uma das contradições mais alarmantes da segurança pública recente no Amazonas. Ao mesmo tempo em que a Justiça o envia a júri popular, acusado de planejar um atentado cruel motivado por ciúmes contra o <a href="https://www.instagram.com/dubarranco/">músico Eduardo Oliveira, o “Dubarranco</a>“, e sua filha de apenas 4 anos, investigações revelam que o policial desfrutava de uma rotina ultrajante de liberdade e consumo nas ruas de Manaus, mesmo estando formalmente “preso”.<br />
O escândalo ganhou as telas de todo o País em uma reportagem do Fantástico, da Rede Globo, após vir à tona por meio de denúncias do portal local CM7 Brasil. As imagens de câmeras de segurança chocaram a população ao mostrar o sargento fazendo compras tranquilamente, enquanto suas vítimas ainda carregam as sequelas físicas e emocionais de um crime violento.</p>
<p>O Crime: Emboscada, arsenal e motivação torpe<br />
O crime que levou à prisão de Saimon Macambira ocorreu na noite de 9 de agosto de 2025, na Zona Centro-Sul de Manaus. O músico Dubarranco havia acabado de deixar um show no bairro Parque Dez e estava no carro com a esposa e a filha de 4 anos quando o veículo foi alvejado por diversos disparos efetuados por um homem em uma motocicleta branca.</p>
<ul>
<li>A Motivação: De acordo com o Ministério Público do Amazonas (MPAM), o sargento agiu por “ciúme possessivo e vingança”. Ele descobriu que Dubarranco teve um relacionamento com sua atual companheira em um período em que o músico estava temporariamente separado da esposa.</li>
<li>O Executor: As investigações apontaram que Saimon contratou outro policial militar, o cabo Jobison de Souza Vieira, para executar a família.</li>
<li>O Arsenal: Em outubro de 2025, a Operação Desbarranco prendeu o sargento e cumpriu mandados em endereços ligados a ele, incluindo dois estandes de tiro. Foram apreendidas mais de 20 armas de fogo, incluindo fuzis, pistolas e espingardas, além de centenas de munições.</li>
</ul>
<p>As sequelas das vítimas<br />
O ataque quase terminou em tragédia absoluta. Dubarranco foi atingido por quatro tiros, sofrendo fraturas graves e a perda do nervo radial, o que gerou sequelas permanentes que o impedem de voltar a tocar.<br />
Sua filha de 4 anos, que estava no colo do pai, foi atingida por três disparos, teve o pulmão perfurado, o braço fraturado e precisou receber seis bolsas de sangue em estado gravíssimo. A esposa do cantor foi baleada na perna. Todos sobreviveram após intenso atendimento médico.</p>
<p>Júri Popular confirmado pela Justiça<br />
Em uma decisão recente assinada pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, ficou determinado que Saimon Macambira e o cabo Jobison de Souza Vieira vão a júri popular.<br />
O magistrado destacou que há provas contundentes da materialidade do crime e que o atirador assumiu conscientemente o risco de matar não apenas o músico, mas toda a sua família, ao abrir fogo contra o veículo em um semáforo.<br />
A farsa da prisão: Perfumes, compras e passeio com facão<br />
Apesar da gravidade da tentativa de triplo homicídio e da periculosidade atestada pelo arsenal de guerra apreendido, a rotina de Saimon no agora desativado Núcleo Prisional da Polícia Militar passava longe de qualquer punição.<br />
No dia 31 de janeiro de 2026, enquanto deveria estar trancado aguardando o julgamento, câmeras de segurança registraram o sargento circulando livremente por Manaus em um carro de luxo branco. Acompanhado da esposa e de outro homem, o “detento” foi flagrado em uma loja de departamentos em um passeio de consumo descontraído:</p>
<ul>
<li>Provando fragrâncias: O sargento passou minutos escolhendo e testando perfumes livremente.</li>
<li>Testando ferramentas: Caminhou pelos corredores testando uma máquina de cortar grama.</li>
<li>Deboche e perigo: Em um momento de total descontração, Saimon foi filmado manuseando e brincando com um facão de grande porte no meio da loja, sem qualquer vigilância ou escolta por perto.</li>
<li>“Não havia nenhum pudor e não havia nenhum controle”, afirmou o promotor de Justiça Armando Gurgel sobre a facilidade com que presos saísem mediante propinas que variavam de R$ 50 a R$ 70.</li>
</ul>
<p>Desativação e isolamento<br />
Após a exposição nacional do esquema que transformou o Núcleo Prisional da PM em uma “colônia de férias” para acusados de homicídios, estupros e tráfico, o Governo do Estado desativou a unidade.<br />
Saimon Macambira e os outros detentos foram transferidos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM/AM), instalada nas dependências reformadas do antigo Cefec (Penitenciária Feminina). A nova estrutura promete manter os policiais isolados dos presos comuns, mas sob a rígida vigilância das muralhas do sistema penitenciário — uma tentativa das autoridades de fazer com que, finalmente, o sargento enfrente a realidade de quem aguarda o julgamento por um crime bárbaro.<br />
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