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	<title>Portal Babados do Amazonas - mãe atípica</title>
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	<title>Portal Babados do Amazonas - mãe atípica</title>
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		<title>Mãe atípica fala sobre agressão após filho ter crise em espaço infantil de shopping em Manaus</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:16:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manaus – A mãe atípica Suzi, que cuida de dois filhos autistas, relatou os momentos de violência e desespero vividos dentro de um espaço infantil de um shopping em Manaus. Segundo ela, a confusão começou após Alan Miguel apresentar sinais de desregulação enquanto brincava com outras crianças. Em entrevista ao Portal e TV CM7 Brasil, [&#8230;]]]></description>
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Em entrevista ao Portal e TV CM7 Brasil, Suzi contou que havia levado os filhos ao shopping para assistir ao novo filme do Homem-Aranha. Como a sessão começaria mais tarde, a família decidiu aguardar em uma área de recreação infantil.<br />
A mãe afirmou que Alan Miguel ficou incomodado com os gritos de outra criança e pediu que ela parasse. Ao perceber que o filho poderia entrar em crise, Suzi entrou no brinquedo, retirou o menino e tentou acalmá-lo com exercícios de respiração.<br />
Durante a saída, conforme o relato, uma mulher teria atingido Alan Miguel e o chamado de “louco”. Suzi explicou que o filho era autista, mas disse que passou a ser agredida por duas mulheres antes que houvesse qualquer tentativa de diálogo sobre o ocorrido.</p>
<p>A vítima também declarou que um homem teria segurado seu pescoço e provocado falta de ar. Em meio à confusão, Alan Miguel correu para fora da área recreativa, desregulado, enquanto o outro filho de Suzi permanecia em outro brinquedo.<br />
Segundo a mãe, as agressões provocaram mordidas, marcas pelo corpo e uma fratura em um dos dedos. Após receber atendimento médico, ela foi informada de que poderá precisar de cirurgia e aguarda encaminhamento pela rede pública de saúde.<br />
Suzi afirmou ainda que não recebeu auxílio imediato da segurança do estabelecimento, sendo amparada inicialmente por uma bombeira. Ela descreveu como doloroso o fato de várias pessoas presenciarem a situação sem intervir.<br />
Além das consequências físicas, a mãe relatou preocupação com o impacto emocional sobre o filho. Segundo ela, Alan Miguel chegou a se culpar pela violência, mas está recebendo acompanhamento psicológico e sendo orientado de que não teve responsabilidade pelo episódio.<source  type="image/webp"></source><br />
A repercussão do caso também gerou comentários ofensivos contra a criança nas redes sociais. Internautas chegaram a afirmar que o menino não deveria frequentar shoppings ou conviver com outras crianças, manifestações classificadas pela família como preconceituosas e excludentes.<br />
Mesmo abalada, Suzi disse que não pretende manter os filhos isolados. Ela defendeu o direito das pessoas autistas de frequentarem espaços públicos e pediu que outras mães não deixem de promover a inclusão por medo do julgamento da sociedade.<br />
“Não prendam seus filhos dentro de casa. Eles têm o direito de ir e vir como qualquer cidadão”, declarou.<br />
O caso está sendo investigado pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A família pretende solicitar as imagens das câmeras de segurança para esclarecer a dinâmica da confusão e identificar todos os envolvidos.<br />
Até o momento, a versão das outras pessoas envolvidas não foi apresentada. O espaço permanece aberto para manifestação do shopping e dos citados no relato.</p>
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		<title>O grito de exaustão de Mariana, a mãe atípica julgada por todos e ajudada por ninguém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Babados do Amazonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 14:20:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasil – A maternidade é frequentemente romantizada pela sociedade, mas para Mariana, uma jovem de 22 anos moradora da Vila Marinésio, em Bacabal, no Maranhão, ela é uma batalha diária pela sobrevivência. Mãe de um menino de três anos diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), Mariana vive [&#8230;]]]></description>
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</div></div><p>                    Brasil – A maternidade é frequentemente romantizada pela sociedade, mas para Mariana, uma jovem de 22 anos moradora da Vila Marinésio, em Bacabal, no Maranhão, ela é uma batalha diária pela sobrevivência. Mãe de um menino de três anos diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), Mariana vive no epicentro de um furacão estrutural: a falta de dinheiro, a ausência de políticas públicas, o abandono paterno e a hostilidade da própria família.<br />
O caso ganhou os holofotes após vídeos de uma briga física entre Mariana, sua mãe e seu irmão circularem nas redes sociais. No entanto, por trás da gritaria e da confusão em uma rua de terra, esconde-se a dor crônica de uma mulher que foi empurrada para além do seu limite psicológico e físico.</p>
<p>A Sobrecarga<br />
A rotina de Mariana é descrita por ela mesma como um “inferno”. O filho, em meio a crises intensas, apresenta comportamentos de extrema dificuldade, como espalhar fezes pela casa e pelas paredes. Sem rede de apoio, ela não tem tempo para o básico: “Cara, eu não tenho tempo nem de tomar um banho que esse menino não deixa”, relata.<br />
A vulnerabilidade econômica agrava o quadro. A renda da casa resume-se a R$ 750 (provenientes de benefícios sociais) e R$ 300 que o pai da criança envia — segundo Mariana, apenas por medo de ser preso. Desse valor mensal, os gastos com medicamentos psiquiátricos essenciais para o menino, como Neozine e Risperidona, já consomem mais de cem reais. Até mesmo a água, um recurso básico, é um luxo na Vila Marinésio: Mariana precisa pagar R$ 10 mensais e puxar mais de 100 metros de mangueira para ter água em casa e conseguir limpar a sujeira diária.</p>
<p>A renúncia pessoal é a regra. Para custear o tratamento da severa anemia do filho, Mariana tomou um empréstimo no Bolsa Família e tomou uma atitude drástica que afeta diretamente sua autoestima: cortou o próprio cabelo, que descrevia como grande e lindo, para poder comprar os remédios. “Com 750 eu não posso comprar um shampoo, um creme, eu ando parecendo uma louca. […] Mas na boca de quem não presta, quem é bom nunca vale nada.”<br />
O Tribunal Implacável da Sociedade e da Família</p>
<p>O maior algoz de Mariana, paradoxalmente, parece ser o julgamento alheio. A confusão gravada em vídeo expôs uma ferida profunda: a mãe e os irmãos de Mariana a acusam de maus-tratos e de não alimentar a criança. Mariana se defende, mostrando as notas fiscais das compras e explicando que o filho tem severas restrições e recusas alimentares, algo comum no TEA.<br />
A jovem é taxativa ao dizer que não pode ceder a todas as vontades da criança apenas por ele ser autista, temendo pelo futuro do garoto em um mundo que não perdoa. “Quando ele crescer, o povo não vai hesitar em bater nele. […] O mundo não escolhe lugar pra bater, de jeito nenhum.”<br />
O Conselho Tutelar tornou-se uma presença constante e intimidadora na vida da jovem. Denúncias anônimas e familiares — incluindo acusações de que ela teria problemas mentais — fazem com que ela viva sob constante escrutínio. Enquanto cobram uma casa limpa e um comportamento dócil, ninguém oferece ajuda concreta. “Tem gente pra me apontar, mas pra me ajudar não tem. De jeito nenhum”, desabafa.<br />
O Sistema Falho e a Morte da Paciência</p>
<p>Onde o Estado e a rede de apoio familiar falham, sobra a solidão. O pai da criança, por determinação judicial, deveria levá-lo para terapias, mas se recusa. Mariana não possui um crachá de identificação de autismo para o filho e sofre preconceito na rua. Seu único meio de transporte é uma bicicleta com a corrente quebrada e os pneus murchos.</p>
<p>Questionada sobre qual mensagem deixaria para a população e para aqueles que a julgam, Mariana é crua e visceral, despindo-se do papel de “mãe guerreira” que a sociedade tenta impor para mascarar o abandono:<br />
“A minha paciência morreu faz tempo. Eu não tenho mais paciência da pessoa estar no pé do meu ouvido e eu ficar com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar calada não. Eu falo mesmo! […] Fogo no cu dos outros é refresco.”<br />
A história de Mariana não é um caso isolado, mas um sintoma agudo de uma sociedade que exige perfeição das mães, abandona as mulheres pobres e vira o rosto para a deficiência. Ela não está se vitimizando; Mariana está lutando, com as poucas e rústicas armas que lhe restam, para manter a si mesma e a seus filhos vivos.</p>
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