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		<title>Vazante e calorão: Semsa alerta para aumento de casos de malária em Manaus e municípios com a chegada do verão amazônico</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 15:02:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manaus – A chegada do verão amazônico e o início da vazante dos rios acenderam um alerta para o aumento dos casos de malária na capital. Entre junho e setembro, o cenário ambiental favorece a formação de criadouros do mosquito Anopheles, transmissor da doença, justamente em um período de maior circulação de pessoas por sítios, [&#8230;]]]></description>
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                    Manaus – A chegada do verão amazônico e o início da vazante dos rios acenderam um alerta para o aumento dos casos de malária na capital. Entre junho e setembro, o cenário ambiental favorece a formação de criadouros do mosquito <em>Anopheles</em>, transmissor da doença, justamente em um período de maior circulação de pessoas por sítios, balneários, igarapés e áreas rurais.<br />
Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) mostram que, historicamente, o município registra crescimento médio de 52,3% nos casos durante os meses de maior vazante, em comparação com os cinco primeiros meses do ano.<br />
De janeiro até 30 de junho de 2026, Manaus contabilizou 3.284 diagnósticos de malária. Em 2025, foram 8.383 ocorrências ao longo de todo o ano, sendo 3.341 concentradas justamente no quadrimestre em que os rios apresentaram níveis mais baixos.<br />
Com a diminuição das águas, poças e áreas alagadas isoladas passam a funcionar como ambientes propícios para a reprodução do mosquito. O risco aumenta porque o período também coincide com as férias escolares e com a procura por lazer em regiões próximas à mata e às margens de rios.<source  type="image/webp"></source><source  type="image/webp"></source><br />
A maior atividade do mosquito ocorre principalmente ao amanhecer e no fim da tarde. Por isso, quem pretende frequentar balneários, sítios ou comunidades rurais deve redobrar os cuidados nesses horários.<br />
O alerta é ainda mais importante para moradores e visitantes das zonas Norte, Leste, Oeste e rural de Manaus, áreas que costumam concentrar registros da doença.<br />
A malária é uma infecção causada por protozoários do gênero <em>Plasmodium</em>. Os primeiros sinais costumam aparecer entre sete e 15 dias depois da picada do mosquito infectado.<br />
Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, calafrios, tremores, suor intenso, dores de cabeça, dores pelo corpo, cansaço e mal-estar. Apesar de ter cura, a doença pode evoluir para complicações quando o diagnóstico demora ou quando o tratamento é interrompido.<br />
A orientação é procurar uma unidade de saúde assim que os sintomas surgirem, especialmente após passagem por áreas de mata, igarapés ou regiões rurais.</p>
<h4>Manaus oferece testagem gratuita</h4>
<p>A rede municipal disponibiliza diagnóstico e tratamento gratuitos em 55 pontos de atendimento, sendo 38 na área urbana e 17 na zona rural.<br />
Os testes são rápidos e permitem que o tratamento seja iniciado logo após a confirmação. A rapidez no atendimento reduz o risco de agravamento e também ajuda a interromper a circulação da doença.</p>
<h4>Como reduzir o risco</h4>
<p>A Semsa recomenda o uso de repelente, camisas de mangas compridas, calças, mosquiteiros e telas em portas e janelas. Também é indicado evitar permanecer ao ar livre nos horários de maior movimentação do mosquito.<br />
As equipes municipais mantêm ações de monitoramento de criadouros, aplicação de biolarvicidas, distribuição de mosquiteiros e termonebulização, conhecida popularmente como fumacê.<br />
Com o verão amazônico ganhando força, o cuidado precisa acompanhar quem busca descanso perto da natureza. O cenário pode parecer tranquilo, mas a prevenção continua sendo a melhor proteção contra uma doença que costuma avançar justamente quando os rios começam a baixar.</p>
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