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Prefeito David Almeida apresenta obras do primeiro aterro sanitário do Amazonas e destaca avanço do Plano Municipal de Resíduos Sólidos

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uma estrutura moderna e totalmente adequada às normas ambientais vigentes no país, localizada no quilômetro 19 da rodovia AM-010.

Acompanhado do vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, Renato Junior; do secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis; do secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Fransuá Matos; do juiz Moacir Pereira Batista, titular da Vara Especializada do Meio Ambiente (Vema) do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM); além de vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e demais secretários municipais, o prefeito vistoriou o andamento das obras e destacou a importância do novo empreendimento para o futuro sustentável da capital.

O projeto, que integra o Plano Municipal de Resíduos Sólidos, representa um marco na política ambiental de Manaus, atendendo integralmente às exigências da Resolução nº 430 do Conama. A estrutura adota tecnologias de ponta para o tratamento de resíduos sólidos, impermeabilização do solo e reaproveitamento de recursos.

“Quando assumimos a prefeitura, encontramos o aterro controlado de Manaus à beira do colapso. Hoje, estamos entregando uma nova realidade: o primeiro aterro sanitário do Amazonas, construído dentro de todas as normas ambientais e com as técnicas mais modernas do país. É o início de um novo tempo para a cidade, que passa a tratar seus resíduos de forma responsável e sustentável”, destacou o prefeito David Almeida.

A obra é resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura de Manaus, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e o Poder Judiciário, que homologou o acordo após a correção de irregularidades históricas no manejo dos resíduos da capital. O investimento é privado, realizado pelas empresas que operam no setor de limpeza urbana, enquanto a Prefeitura mantém a propriedade e o controle da área, desapropriada para garantir a soberania pública do projeto.

“Esse é um investimento nunca feito na história da cidade. Agradeço ao Judiciário, ao Ministério Público, à Procuradoria do Município e às secretarias envolvidas. A decisão judicial foi homologada e está sendo cumprida com rigor técnico e ambiental”, afirmou o prefeito.



Estrutura moderna e de baixo impacto ambiental

O novo aterro ocupa uma área de 67 hectares, dividida em quatro células operacionais, cada uma com quase 5 hectares e investimento estimado entre R$ 20 e R$ 25 milhões. O local conta com quatro camadas de impermeabilização para proteger o lençol freático: geocomposto bentonítico (GCL), geomembrana de polietileno de alta densidade (2 mm), geotêxtil RT-14 e uma camada de argila compactada. O sistema impede a contaminação do solo e assegura a durabilidade da estrutura.


Segundo o gerente do aterro, Peter Maia, o empreendimento contará ainda com uma nova lagoa de chorume, dotada de tecnologia para tratamento avançado de efluentes. O chorume tratado será reutilizado em processos internos, como hidrossemeadura e umedecimento das vias, reforçando o conceito de economia circular dentro da operação.

A previsão é que o aterro entre em funcionamento em fevereiro de 2026, com vida útil estimada em 20 anos, conforme o cronograma firmado no TAC.



Sustentabilidade e energia limpa


O novo aterro também se destaca pelo potencial de geração de energia renovável. O biogás produzido pela decomposição dos resíduos será convertido em biometano, combustível capaz de abastecer até 80 veículos por dia, incluindo caminhões coletores e parte da frota do transporte público municipal.

Além disso, a Prefeitura planeja implantar, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), um projeto de energia solar sobre o antigo aterro controlado, com painéis fotovoltaicos capazes de gerar 1 megawatt, suficiente para abastecer cerca de 10 mil residências.

“Estamos transformando o que antes era um passivo ambiental em fonte de energia limpa. Com o biometano e a energia solar, Manaus se consolida como referência em sustentabilidade no Norte do país”, afirmou David Almeida.

Essas iniciativas integram o Plano de Descarbonização da Prefeitura, que já garantiu R$ 500 milhões em créditos de carbono para Manaus, atestados pela B3 (Bolsa de Valores do Brasil), graças às ações de preservação ambiental e às ecobarreiras que impedem que cerca de 300 toneladas de lixo cheguem ao rio Negro.


Referência nacional


O novo aterro sanitário é considerado um dos mais modernos do Brasil e já vem sendo visitado por pesquisadores, mestres e doutores interessados no modelo de sustentabilidade adotado em Manaus.

“Essa é uma das maiores obras que o prefeito David Almeida vai deixar para a cidade. Pela primeira vez, Manaus terá um aterro que cumpre todas as normas ambientais e garante o tratamento correto do chorume. É um legado que vai marcar a história da gestão pública e da nossa capital”, destacou Sabá Reis, secretário municipal de Limpeza Urbana.

O juiz Moacir Pereira Batista, da Vara Especializada do Meio Ambiente (Vema), reforçou que todo o processo foi analisado tecnicamente e está em total conformidade com a legislação ambiental.

“O Ministério Público e o Judiciário atuaram de forma conjunta com a prefeitura, garantindo que o TAC fosse homologado com base nas melhores práticas ambientais e na utilização das tecnologias mais avançadas disponíveis”, explicou.

O vice-prefeito e secretário municipal de Infraestrutura, Renato Junior, avaliou o projeto como um passo decisivo para o futuro de Manaus.

“Ao lado do prefeito David Almeida, estamos construindo uma Manaus mais limpa, moderna e sustentável, com obras que preparam a cidade para as próximas décadas — a Manaus do futuro”, ressaltou.

“Nunca o Estado do Amazonas teve um aterro sanitário. É um marco histórico. Estamos cumprindo todas as regras ambientais, e esse trabalho já é referência nacional. Manaus está se preparando para o futuro com planejamento, inovação e responsabilidade ambiental”, concluiu o prefeito David Almeida.