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Um filme de terror! Quatro tartarugas e um boto-cinza são encontrados sem vida em praia do litoral em menos de 48 horas
Brasil – Quatro tartarugas marinhas e um boto-cinza foram encontrados mortos em praias do Recife e de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, em um intervalo de cerca de 48 horas. Especialistas apontam indícios de interação com redes de pesca, mas a causa exata das mortes ainda não foi confirmada.
Os primeiros registros ocorreram entre sexta-feira (7) e sábado (8), na Praia de Candeias, em Jaboatão. Três tartarugas-verdes juvenis foram encontradas sem vida na faixa de areia, nas proximidades dos hotéis Golden Beach e Barramares. Os animais foram recolhidos por uma equipe do Núcleo de Monitoramento Ambiental Marinho de Jaboatão.
Ainda no sábado, uma quarta tartaruga foi localizada morta na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O animal foi retirado pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife e encaminhado para destinação adequada.
Boto-cinza de 130 quilos também foi encontrado morto
Na madrugada de domingo (9), um boto-cinza, espécie Sotalia guianensis, foi encontrado encalhado e já sem vida na Praia de Candeias. O animal era um macho de aproximadamente 2,5 metros de comprimento e 130 quilos.
Como o corpo já estava em estágio avançado de decomposição, não foi possível realizar necropsia para determinar a causa da morte. O animal acabou sendo enterrado na própria faixa de areia, seguindo orientação técnica para esse tipo de ocorrência.
Redes de pesca estão entre as suspeitas
Segundo o biólogo Adriano Artoni, coordenador do núcleo de monitoramento, os animais apresentavam sinais compatíveis com interação com redes de pesca. Ele ressaltou, no entanto, que não é possível afirmar de forma conclusiva que esse tenha sido o motivo das mortes.
Entre os riscos estão redes abandonadas no mar, conhecidas como “redes fantasmas”, capazes de prender tartarugas, golfinhos e outros animais marinhos. Também são consideradas outras possibilidades, como colisões com embarcações e contato com resíduos plásticos.
O especialista também chamou atenção para a atuação de pescadores sem registro ou capacitação adequada, situação que pode aumentar o risco de acidentes envolvendo a fauna marinha.
Governo acompanha ocorrências
A Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha informou que acompanha os casos em articulação com os municípios e instituições responsáveis pelo monitoramento da fauna marinha.
Segundo o órgão, a definição das causas de mortalidade depende da avaliação técnica de cada ocorrência e das condições em que os animais são encontrados.
Os casos reforçam o alerta para os impactos da atividade humana sobre a fauna costeira e para a necessidade de fiscalização, monitoramento e descarte correto de equipamentos de pesca.
Mais informações em instantes.